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quarta-feira, 6 de julho de 2011

Como termina a história?

Como eu havia dito, Julho promete aqui no blog. As férias acabaram... Se meu relógio aceitar que meu dia tenha 38 horas, muito em breve teremos post sobre a viagem.

Mas isso é para depois. Agora vamos falar de sorteio!

Em uma parceria super fofa com o pessoal da Bella Gestante, eu consegui um mimo a ser sorteado para as mamães, grávidas ou não, que participarem da promo. É uma bata para quem quiser malhar. Serve para caminhar na Lagoa, queimar o excesso no Spinning, ou apenas saracotear com o baby por aí.
Seguem as fotos da bata:

Detalhe da abertura nas costas

Detalhe do decote na frente

Detalhe do decote atrás

Detalhe do silk

Na embalagem
Visão "aérea"


Para ganhar, é muito fácil. Eu fui inspirada pela talentosa Dadá, do blog UmaHistorinha Por Dia, que nos faz ler histórias maravilhosas! Pensando nas maravilhas que leio no blog dela, eu escolhi um conto do Hans Christian Andersen para a nossa promo.

Vai funcionar assim: de hoje, dia 06 de Julho, até as 23 horas do dia 9 de Julho,  próximo sábado, o conto do Hans Christian Andersen estará aqui no blog, na íntegra, faltando apenas o final da história. Essa parte será escrita por você. No dia 11 de Julho, eu reunirei todos os finais da história que tiverem sido escritos nos comentários deste post para serem sorteados usando a ferramenta do site Random.org.

A vencedora leva a bata linda da Bella Gestante.

Ah, sim, e aí publico o fm da história segundo nossa vencedora e segundo o Andersen. Não deixe de participar!

Segue o conto. Chama-se A Roupa Nova do Imperador.


Era uma vez um imperador que viveu há muitos anos. Gostava tanto de roupas novas e bonitas que gastava todo o seu tempo e dinheiro a vestir-se. Não ligava importância ao exército, não ia ao teatro, não andava de carruagem por entre o povo a não ser quando queria exibir uma fatiota nova. Tinha um casaco diferente para cada hora do dia; e, tal como se ouve dizer de outros soberanos: "Está em Conselho!", no seu caso a resposta seria: "O imperador está no quarto de vestir!"




A vida era bastante alegre na cidade em que ele vivia. Estavam sempre a chegar forasteiros, e um dia apareceram dois indivíduos com um ar suspeito que diziam ser tecelões. Mas, segundo eles, o tecido que fabricavam não só era extraordinariamente belo como tinha ainda propriedades mágicas: mesmo quando transformado em peças de vestuário, era invisível para todas as pessoas que não desempenhassem bem as suas tarefas ou que fossem particularmente estúpidas.

— Excelente! — pensou o imperador. "Que bela oportunidade para descobrir quais os homens do meu reino que não devem estar nos lugares que ocupam e quais são os espertos e os estúpidos! Pois é, aquele material tem de ser tecido e transformado em roupa imediatamente!". E deu aos dois malandros uma grande quantia de dinheiro para começarem a trabalhar.


Assim, os dois patifes montaram dois teares e agiram como se estivessem a trabalhar afanosamente, mas a verdade e que não havia nada nos teares. Pouco depois, estavam a pedir o melhor fio de seda e de ouro, que meteram nos seus próprios bolsos, continuando a mover os braços diante dos teares vazios pela noite dentro.
Ao fim de algum tempo, o imperador pensou: "Gostava realmente de saber como vai aquilo!"
Mas, quando se lembrou de que o tecido não podia ser visto pelas pessoas estúpidas ou incompetentes no seu trabalho, sentiu-se um tanto embaraçado em ir ele próprio. Não que tivesse quaisquer dúvidas quanto às suas capacidades, é claro, mas achou que talvez fosse melhor mandar alguém primeiro. Afinal de contas, toda a gente na cidade sabia dos poderes especiais do tecido; toda a gente estava ansiosa por descobrir até que ponto o vizinho era estúpido ou incompetente.
— Já sei! Vou lá mandar o meu velho e honesto ministro! — decidiu. — É o homem indicado, o mais sensato possível, e ninguém pode queixar-se da maneira como desempenha as suas funções.
Então, o bom velho ministro foi à sala onde os dois malandros estavam a fingir que trabalhavam nos teares.
—"Que Deus me ajude!" pensou ele, abrindo os olhos cada vez mais. "Não consigo ver nada."
Mas guardou o pensamento só para si.
Os dois vigaristas pediram-lhe que se aproximasse; não achava ele que os padrões eram lindos e as cores deliciosas? E gesticulavam diante dos teares vazios. Mas, embora o pobre velho ministro espreitasse e olhasse fixamente, continuava a não ver nada, pela simples razão de que não havia lá nada para ver.
"Céus!", pensou. "Serei mesmo estúpido? Nunca pensei que fosse, e o melhor é que ninguém o pense! Serei mesmo incompetente a desempenhar as minhas funções? Não, não posso dizer que não vejo o tecido."
— Então, não o acha admirável? — perguntou um dos falsos tecelões, continuando a mexer as mãos. — Ainda não disse nada!
— Oh, é encantador, perfeitamente maravilhoso — disse o pobre velho ministro, olhando atentamente através dos óculos. — O padrão, as cores... sim, tenho de dizer ao imperador que os acho notáveis.
— Bem, isso é muito animador — disseram os dois tecelões, apontando-lhe os pormenores do padrão e as diferentes cores utilizadas.




O velho ministro ouviu atentamente, de modo a poder repetir tudo ao imperador. E foi o que fez.

Os dois impostores então pediram mais dinheiro e mais fio de sede e de ouro; disseram que precisavam disso para acabarem o tecido. Mas tudo que lhes deram foi direitinho para os seus bolsos e nem um ponto apareceu nos teares. Apesar disso, continuaram a agitar afanosamente os braços diante das máquinas vazias.
Mais tarde, o imperador mandou outro honesto funcionário para ver o andamento do trabalho e saber se o tecido estaria pronto em breve. Aconteceu-lhe a mesma coisa que ao ministro; olhou e tornou a olhar, mas, como não havia nada para ver senão os teares vazios, nada foi tudo o que ele viu.
— Não é um belo tecido? — perguntaram os patifes.
E ergueram o tecido imaginário diante dele, apontando para o padrão que não existia.
"Eu acho que não sou estúpido", pensou o funcionário. "Se calhar não sou a pessoa indicada para o cargo que desempenho. Bem, nunca pensaria tal coisa! E o melhor é que ninguém o pense!"
Por isso, emitiu ruídos de apreciação sobre o tecido que não conseguia ver e disse aos homens que gostava muito das cores e do desenho.
— Sim — afirmou ao imperador —, é magnífico.
As notícias sobre aquele tecido fantástico depressa se espalharam pela cidade. E então o imperador decidiu ir vê-lo ainda nos teares. Assim, com alguns servidores cuidadosamente escolhidos, foi à sala de tecelagem, onde os malandros faziam as suas palhaçadas, tão ativos como sempre.
— Que tecido esplêndido! — exclamou o velho ministro.
— Veja o padrão, majestade! Observe as cores! — disse o outro funcionário.
E apontavam para os teares vazios, porque estavam certos de que as outras pessoas viam o tecido.
"Isto é terrível!", pensou o imperador. "Não vejo nada! Serei estúpido? Serei incompetente como imperador? É assustador pensar uma coisa dessas." Então, disse em voz alta:
— Oh, é encantador, encantador! Tem toda a nossa aprovação!
Acenou com ar satisfeito para os teares vazios; nunca iria admitir que não via lá absolutamente nada.



Os cortesãos que o acompanhavam também olhavam fixamente, todos eles secretamente alarmados por não serem capazes de ver um único fio.E aconselharam-no a utilizar o esplêndido tecido para o novo fato real que teria de vestir num grande cortejo a realizar dentro em pouco.

E o imperador condecorou os dois impostores com uma roseta para porem nas botoeiras dos casacos e o título de Funcionário Imperial do Tear.

Durante toda a noite anterior ao dia do cortejo, os dois aldrabães fingiram trabalhar, com dezesseis velas à sua volta. Toda a gente podia ver como eles estavam atarefados, tentando acabar a tempo o fato novo do imperador. Fingiam tirar o tecido dos teares, cortavam o ar com grandes tesouras de alfaiate, cosiam e tornavam a coser com agulhas sem linha. Por fim, anunciaram:
— A roupa está pronta!
O imperador foi vê-la com os seus cortesãos mais nobres, e os dois aldrabães ergueram os braços como se estivessem a levantar alguma coisa.


— Aqui estão as calças — disseram eles. — Aqui está o casaco e aqui está a cauda... — e por aí fora. — São leves como espuma; pelo toque, dir-se-ia que não se tem nada vestido, mas a beleza está precisamente aí.

— Se Vossa Majestade Imperial quiser fazer o favor de tirar a roupa que tem vestida, teremos a honra de o ajudar a vestir esta diante do espelho grande.
O imperador despiu-se e os dois aldrabães fingiram entregar-lhe as roupas novas, uma peça de cada vez. Depois, com os braços à volta da sua cintura, fingiram ajustar a cauda, num toque final.
O imperador virou-se e deu uma volta em frente do espelho.
— Que elegante! Que bem que assenta! — murmuravam os cortesãos. — Que tecido tão rico! Que cores magníficas! Já alguma vez tinham visto uma coisa tão magnífica?
— Majestade — disse o mestre-de-cerimônias —, o dossel já está lá fora.
O dossel cobriria o imperador durante o cortejo.
— Bem — exclamou o imperador —, estou pronto. Assenta realmente muito bem, não acham?
E tornou a dar umas voltas em frente do espelho, como quem se admira pela última vez. Os cortesãos que tinham de pegar na ponta da cauda baixaram-se, como se erguessem alguma coisa do chão, e levantaram as mãos diante de si. Não iam deixar o povo pensar que eles não viam nada.
E assim o imperador foi caminhando no imponente cortejo, sob o esplêndido dossel, e...

Agora é com você, mamãe!!!!!

Boa sorte!

Roberta.

P.S.: conto retirado do site  http://guida.querido.net/andersen/conto-03.htm

7 comentários:

  1. e... eis que o Imperador passou em cortejo pelo delegado de polícia que muito se assustou ao vê-lo desnudo como quando veio ao mundo. E lhe deu voz de prisão por atentado ao pudor.

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  2. de repente ele passou por uma vitrine linda e percebeu que estava peladão!!!
    -UIIIIII - berrou o imperador! - Socorro!!
    E saiu correndo para dentro da loja onde achou produtos lindos e maravilhosos para.. bebê... iguais aos que a Baixo Mamãe vende e ele desejou ser bebê de novo.
    O jeito era dar uma nova corrida ao palácio para se vestir. E lá foi o imperador todo saudoso!

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  3. (...) E assim o imperador foi caminhando no imponente cortejo, sob o esplêndido dossel, e enquanto caminhava, acenava para o povo, que estava estupefato em ver o imperador nu. Conforme caminhava, algumas crianças agitaram-se, tentando dizer que ele não vestia nada. Seus pais, no entanto, repreenderam-nas. Não queriam atrair a ira do imperador.

    O imperador seguiu sua procissão por mais alguns metros, até começar a sentir frio, muito frio. Um frio tão forte que ele percebeu o que estava acontecendo: ele não via a roupa porque ela não existia! Se existisse, estaria agasalhado, não sentiria tanto fio. Parou, horrorizado, no meio do cortejo, deu um tapa na testa e exclamou: 'estou nu!' e saiu correndo de volta ao palácio, debaixo da risada do povo inteiro!

    Deste dia em diante, o imperador reviu seu ministério. Nomeeou cinco crianças para os mais altos cargos. Percebeu o quanto precisava cercar-se de pessoas honestas e verdadeiras. E nenhum adulto é tão verdadeiro quanto uma criança!

    Fim!!!

    Taí meu final, Roberta! Achei que o imperador merecia o povo rindo dele e sentir-se envergonhado, ao invés de simplesmente seguir com a procissão...

    Beijos mil, Dadá
    http://umahistorinhapordia.blogspot.com

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  4. todos a sua volta exclamavam,entre risos, o quanto aquela roupa era belíssima, o quanto o imperador estava elegante. Quando, surge do meio da multidão, uma linda jovem, que tira seu chale e, cobre o imperador desnudo, dizendo a todos que não era correto enganar aquele homem que estava cego por sua vaidade.O imperador agradecido e emocionado pela atitude da jovem, leva-a para o castelo e torna-a sua esposa. Aprendeu que não é a "embalagem" que faz o presente se tornar mais belo ou mais valioso.
    Ah! os dois tecelões??? ninguém mais os viu... devem estar em outro reino, confeccionando outras roupas magníficas...

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  5. Segue o comentário da Mônica Maia, que não conseguiu postar:

    O Imperador Lula, muito vaidoso, continuava seu desfile alheio aos risos e escárnios quando um funcionário super hiper mega sincero de oposição começou uma confusão no meio do cortejo. Gritava que aquela roupa não o favorecia, que o tecido não tinha bom caimento e deixava à mostra todos os seus 9 pneus na região abdominal, que esse fato muito provavelmente teria ocorrido porque o Imperador não consultou seu ministério nem realizou uma licitação antes de contratar aquele serviço e que além de tudo usou o dinheiro dos impostos pagos pelo povo para confeccionar aquela roupa horrenda. O Imperador rapidamente o levou para a sala de despachos onde o super sincero exigiu propina para que toda a confusão fosse arquivada e mais alguns milhões para uma assessoria fashion. Passado algum tempo o povo já não se lembrava mais do ocorrido e a vida voltou a sua pacata rotina.


    Isso foi o que tinha para hoje, já que duas crianças interromperam meus pensamentos a todo momento pedindo toda sorte de coisas. Sinto muito!
    Valeu.
    Beijos, Monica

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  6. Segue o comentário da Patrícia Dias, que não conseguiu postar:

    Conforme o imperador caminhava com sua típica altivez, as pessoas mal conseguiam disfarçar o constrangimento de ver o imperador naqueles trajes, ou melhor, sem trajes. Mas ninguém tinha coragem de revelar-lhe a verdade, sob o risco de ser identificado pelo imperador como um sujeito estúpido. O golpe dos aldabrães, a esta altura, já era de conhecimento de todo o reino.
    E assim terminou o cortejo sem se dar conta do ridículo pelo qual passsara.
    Tamanha era a vaidade do imperador que ele não percebera a cara de espanto das pessoas.
    Ele ficou tão satisfeito com o conforto da nudez que decidiu trocar todo o seu guarda-roupa pelas roupas confeccionadas pelos falsos alfaiates.
    Daí em diante, passou a sair publicamente sempre sem trajes. Foi assim que ficou conhecido pelos reinos vizinhos como o Imperador Nu.

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  7. Oie, tudo bem?!
    Também sou fã da Dadá e por isso vim aqui partcipar, hehehe!


    O vaidoso rei não via a hora de se exibir novamente e como todos estavam sabendo das propriedades mágicas do incrível tecido que não existia, ninguém tinha coragem de falar nada. Uma das crianças do povoado se chamava Anna, uma menina meiga, que tinha muito vontade de ver as lindas roupas que o rei exibia.
    Mas Anna não enxergava, ainda pequena descobriram que a menina era cega e que ela percebia o mundo não com os olhos, mas com o tato! E ela fez de tudo pra chegar perto dele, dessa vez ela iria ver a roupa!! E se aproximou do rei e tentou pegar a roupa, mas pra sua surpresa, ela tocou o joelho do rei.
    O rei se assustou com aquela mãozinha pequenina tocando seu joelho, mas se assustou mais ainda pois percebeu o calor da mãozinha, coisa que não sentiria se estivesse vestido. Anna achou estranho, não tinha roupa ali e calmamente, falou pro rei: Senhor, vim ver sua roupa, mas não vejo com os olhos, preciso tocar para ver. Mas, senhor, não sinto sua roupa, portanto não a vejo. O que está acontecendo?
    O rei então de súbito percebeu que estava acontecendo. Ele havia sido enganado e estava enganando as pessoas dizendo que via algo que não existia, via apenas seu orgulho e sua vaidade. Ele olhou pra Anna, sorriu e disse:
    Obrigada, menina, por me fazer enxergar novamente. Peço desculpas para meu povo por fazer vocês me verem assim! De hoje em diante, roupa não vai ser o mais importante para mim, mas sim vocês. Entretanto peço licença, pois já estou com frio e vergonha por estar despido na frente de vocês!!
    E quanto aos alfaiates falsos, prendam-nos e peguem o ouro que dei para confeccionar tal roupa que não existe. Com esse dinheiro, vou construir mais escolas, escolas para todas as crianças do meu reino!!
    E fim!

    Beijocas,
    Aretusa, mamãe da Doce Sophia

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