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domingo, 27 de março de 2011

A Tribo dos Bunda-Vermelha

A maternidade modifica uma mulher em diversos sentidos. Eu sempre fui uma pessoa muito racional, tendo uma mão no bolso e outra na consciência. Ou seja: gasto dinheiro, mas com bom senso. Foi um trabalho de anos, afinal de contas, eu nasci mulher.

Na gravidez, eu não sofri de nenhuma das mazelas que são comuns às mulheres em estado interessante: enjôos sem motivo aparente, desejos inoportunos, quedas repentinas de pressão, vômito... Em compensação... passei a ter comichão!

Toda vez que alguém me dizia: "ah, você tem que comprar isso pro seu bebê, e tem que ser do modelo mais caro, afinal esse que é o bom...", eu ficava aflita! O bolso coçava, as mãos suavam e eu ficava com aquele... comichão! E pensava: "ai, meu Deus, eu tenho que ter isso, eu tenho que ter, eu tenho que ter!!!".

Um belo dia alguém me falou do Hipoglós americano, chamado de Balmex.

"Olha, é muito melhor, você vai ver a diferença quando usar no seu filho, arranja alguém que traga lá de fora pra você!"

Eu logo comecei com o formigamento subindo pelas pernas, aquele nervoso, suor nas mãos... Aí retomei o controle sobre meu corpo e pensei: realmente, esse produto deve ser a melhor coisa que já apareceu nessa Terra. Não duvido mesmo. Mas olha só que sentimento escravizante esse do eu-não-posso-não-ter-isso. E quem não tem como trazer de fora? Não está fazendo bem ao seu filho? É isso? Não é bem assim, né...

Até onde eu sabia, dois produtos disputavam o mercado brasileiro da prevenção de assaduras: O Dermodex Prevent e o Hipoglós, nas versões original e Amendoas.

Ambos me incomodam terrivelmente pelo mesmo motivo: são tão aderentes à pele, que só saem com reza forte ou se removermos cirurgicamente. Dessa forma, previnem com eficácia a assadura, mas se cairem na roupa, vai pra macumba ou pro centro cirúrgico. E são difíceis de espalhar, não deslizam pela pele... Particularmente, não gosto. Mas reconheço que, para os longos períodos sem troca de fralda, como à noite, são boas opções.

Assim, fui criando uma fórmula híbrida de proteção, a fim de evitar que o Pedro entrasse para a tribo dos Bunda-Vermelha: à noite, era sempre o Hipoglós Amêndoas.

Durante o dia, eu usava o Bebê Vida, da Davene. Eu não conhecia esse produto e nem sou muito fã da marca, mas como ganhei um tubo dele no kit que a maternidade me deu, acabei testando.

Olha, era uma seda... Deslizava super bem e em termos de prevenção de assadura, cumpriu o que prometeu com propriedade.

O problema foi quando o tubo do Bebê Vida acabou e eu tentei comprar outro. Foi uma novela!!



Eu acabei achando no site da Droga Raia, que entrega em casa com taxa de delivery bem em conta. Um ótimo negócio!!

Mas como é sempre importante ter opções, comecei a testar alguns produtos de fabricantes confiáveis. Um creme de prevenção de assaduras mais caro, mas de altíssima qualidade, é o da alemã Weleda:

A mãe que quer o top dos cremes para o seu filho e não tem como trazer nada de fora do país, pode ir fundo no BabyCreme da Weleda. Seu bebê não vai saber o que é assadura nessa nem nas próximas dez encarnações!!

Agora é possível adquirir um produto bom, por um preço mais em conta. Nesta categoria, entra o Proderm Creme.




Não é dos mais caros. Então garante a proteção que seu baby merece, sem que você tenha que penhorar suas jóias para comprar. Como dizem por aí, é uma opção bem honesta...

Esses foram os produtos que eu conheci. Acho que a fórmula para fugirmos da escravidão dos produtos líderes de venda ou importados é essa: conhecer, investigar, testar. Só assim eu consegui evitar que meu baixinho entrasse para a desagradável tribo dos Bunda-Vermelha...

Roberta.
baixomamae@gmail.com

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