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quarta-feira, 15 de maio de 2013

Conviver é preciso

Muita coisa interessante se fala sobre a convivência pacífica entre os meios de transporte, convivência atualmente mega caótica.

Se pensarmos na mãe com carrinho de bebê, a cadeia hierárquica do transporte urbano me fez sentir um um pouco oprimida.Os carros e ônibus fecham os cruzamentos, as bicicletas trafegam em velocidade pela calçada ou, pior, andam na contra mão dos carros na rua e não respeitam sinal fechado. As bicicletas motorizadas se multiplicam e competem com as motos pelo uso das ruas e calçadas. E mais difícil se torna a vida de quem empurra uma vida pequenina no carrinho.


Há um grupo de regras que define o comportamento no trânsito. Chama-se Código Nacional de Trânsito. Mas os usuários (ciclistas, motociclistas, motoristas) fazem uso dessas regras apenas na iminência da punição. Se não há como multar e punir, não é preciso seguir a regra. Certo?

Não... Não está certo. O veículo maior oprime o menor, quando o Código diz o oposto:
os veículos de maior porte serão sempre responsáveis pela segurança dos menores, os motorizados pelos não motorizados e, juntos, pela incolumidade dos pedestres.

Foto aqui

Pensando no retorno da harmonia dessa convivência surgiu o Movimento Conviva, que visa guiar motoristas, ciclistas e pedestres na direção de uma convivência mais consciente. Eu sou do Movimento Conviva e vou explicar por que. Quando eu estava grávida de 7 meses, fui atropelada por uma bicicleta com caçamba de gelo, que trafegava na contra mão dos carros. O entregador não foi preparado, ensinado, treinado, para desempenhar a tarefa de fazer entregas com uma bicicleta. O seu contratante não achou importante ensiná-lo a usar seu veículo. Eu só machuquei as pernas. Dei sorte.

Voltando ao Conviva, ressalto alguns pontos descritos no site do Movimento, transcritos do parágrafo segundo do artigo 29 do Código de Trânsito Brasileiro. Seguem:

Ciclistas, patinadores e skatistas devem circular ocupando a faixa da direita e na mão dos carros.

e...

Já os motoristas e motociclistas devem manter deles uma distância de 1,5 metros ao ultrapassar (prevista em lei, pelo artigo 201 do Código de Trânsito Brasileiro).

Mais essa:

Não passe ou atravesse no sinal vermelho.

Para terminar:

A calçada é destinada para os pedestres, por isso evite circular por elas de patins, skate ou bicicleta para evitar acidentes. Pedestres devem evitar atravessar por entre os carros.

Quem não cumpre a lei sempre argumenta a sua excessão: o motorista do carro estacionado na calçada, o motorista de ônibus que fecha o cruzamento, o taxista parado sobre a faixa de pedestre, o ciclista que circula na contra mão, o pedestre que atravessa entre carros. Mas se nós pensarmos que não pode e ponto final, o convívio passa a ser baseado no respeito novamente. Um bom caminho a se seguir, não?

Foto aqui

E como quem sabe brincar pode descer pro play, eu indico um outro movimento pelo qual também me apaixonei. Chama-se Respeite Um Carro a Menos, criado pela super fofa marca de roupas carioca Isabela Capeto. É um movimento de incentivo de uso à bicicleta e os modelos criados pela marca são ultra coloridos e simpáicos. Por isso mesmo, estão esgotados... Mas há uma nova leva no forno.

Você pode acompanhar pelo site:
http://www.respeiteumcarroamenos.com.br/index.html

Roberta
baixomamae@gmail.com
http://www.facebook.com/baixomamae

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